Resposta rápida
Em Portugal, em 2026, um website profissional custa tipicamente entre algumas centenas de euros (landing page ou site em template feito por um freelancer) e várias dezenas de milhares (loja online complexa ou software à medida). A maioria dos sites institucionais de PMEs feitos por agência fica entre 1.500 e 6.000 euros mais IVA. O que separa os patamares não é o número de páginas, é o que vem dentro: estratégia, design próprio, conteúdo, SEO técnico, integrações e acompanhamento.
Os valores deste artigo são faixas de referência para o mercado português, baseadas nas propostas que vemos e nas que fazemos. Não são uma tabela oficial. Use-os para saber se uma proposta está fora da curva, não para negociar ao euro.
O que define o preço de um website
Quando dois orçamentos para "um site com cinco páginas" diferem em dez vezes, quase sempre estão a orçamentar coisas diferentes. Estes são os fatores que pesam mais:
1. Template ou design próprio
Um template adaptado (WordPress, Webflow, Shopify) parte de uma estrutura já feita e custa uma fração. Um design próprio começa em branco: pesquisa, wireframes, layouts para desktop e telemóvel, e depois desenvolvimento. É a diferença entre parecer uma empresa entre milhares e parecer a sua.
2. Conteúdo: quem escreve e quem fotografa
O maior atraso e o custo mais subestimado. Se a empresa fornece textos e fotografias, o preço baixa e o prazo encurta. Se a agência tem de escrever, fotografar ou produzir vídeo, é trabalho real que tem de aparecer no orçamento.
3. Funcionalidades e integrações
Formulário de contacto é simples. Marcações online com sincronização de calendário, área de cliente, pagamentos, integração com CRM ou faturação, multi-idioma, back office à medida: cada uma acrescenta dias de desenvolvimento e de testes.
4. SEO técnico e desempenho
Um site que carrega em menos de 2,5 segundos no telemóvel, com estrutura de títulos correta, dados estruturados e páginas por serviço e por zona, exige mais trabalho do que um site "bonito". É também o que faz a diferença entre aparecer no Google ou não. Se este for o seu problema principal, leia Porque o Teu Negócio Não Aparece no Google.
5. Quem faz e como acompanha
Freelancer, estúdio pequeno ou agência com equipa. Mais experiência custa mais e reduz risco. Reuniões, rondas de revisão, formação para gerir o site e suporte depois do lançamento também fazem parte do preço, esteja escrito ou não.
Faixas de preço em Portugal em 2026
| Tipo de projeto | Faixa de referência (sem IVA) | O que costuma incluir | Para quem |
|---|---|---|---|
| Landing page | 300 € a 1.500 € | Uma página focada numa oferta, formulário, medição básica | Campanhas, lançamentos, serviços únicos |
| Site institucional em template | 800 € a 2.500 € | 4 a 8 páginas, tema adaptado, formulário, SEO básico | Negócios locais a começar, orçamentos apertados |
| Site institucional com design próprio | 2.500 € a 8.000 € | Estratégia, design à medida, conteúdo trabalhado, SEO técnico, formação | PMEs que competem pela imagem e pelo Google |
| Loja online | 3.000 € a 15.000 € ou mais | Catálogo, pagamentos, envios, faturação, fichas de produto | Retalho e marcas com venda direta |
| Software, portal ou back office à medida | Sob orçamento, normalmente acima de 8.000 € | Análise funcional, desenvolvimento, testes, manutenção | Processos internos, áreas reservadas, integrações |
Leitura honesta da tabela: um site de 800 euros não é "pior" do que um de 5.000 euros. É outro produto. O erro é pagar 5.000 por um template mal adaptado, ou pagar 800 e esperar estratégia, textos e SEO.
Na Differentt Lab fazemos sites institucionais, landing pages, lojas e back offices à medida (por exemplo, o back office da Garrafeira Wine Club e o site do Time Gym). Cada projeto é orçamentado ao âmbito, sem tabela fixa, e o processo está descrito em criação de websites.
O que deve estar incluído (e o que costuma ficar de fora)
Deve estar sempre incluído
- Design adaptado a telemóvel, tablet e desktop, testado em dispositivos reais
- Certificado SSL (o cadeado) e site servido em HTTPS
- Formulário de contacto a funcionar, com notificação por email e proteção contra spam
- Títulos, descrições e URLs otimizados para pesquisa em todas as páginas
- Google Analytics 4 e Google Search Console configurados e ligados
- Otimização de imagens e velocidade de carregamento medida antes da entrega
- Páginas legais: privacidade, cookies, termos, e o link para o Livro de Reclamações
- Propriedade total do domínio, do alojamento e dos ficheiros em seu nome
- Formação básica para editar textos e imagens
Frequentemente fora do orçamento base (perguntar sempre)
- Redação de textos e tradução
- Fotografia e vídeo
- Logótipo e identidade visual (se não existir, veja Branding vs. Design Gráfico)
- SEO contínuo, criação de conteúdos, blog
- Manutenção, atualizações de segurança e cópias de segurança
- Licenças pagas de plugins, temas ou plataformas
- Alterações depois das rondas de revisão acordadas
Custos que continuam depois do lançamento
O site não é uma compra única. Conte com estas rubricas anuais ou mensais e peça que apareçam na proposta:
| Rubrica | Periodicidade | Notas |
|---|---|---|
| Domínio (.pt, .com) | Anual | Registe em nome da empresa, nunca em nome da agência ou do freelancer |
| Alojamento | Mensal ou anual | Varia muito com o tráfego e a plataforma; alojamento barato costuma significar site lento |
| Email profissional | Mensal por utilizador | Google Workspace ou Microsoft 365; evite email do alojamento para negócios |
| Manutenção e segurança | Mensal | Atualizações, cópias de segurança, monitorização. Essencial em WordPress |
| Licenças (plugins, temas, plataforma de loja) | Anual ou mensal | Shopify e semelhantes cobram mensalidade e comissões |
| SEO e conteúdos | Mensal | Opcional, mas é o que faz o site crescer depois de lançado |
Obrigações legais de um site de empresa em Portugal
Poucos orçamentos as mencionam, e as coimas existem. Confirme que o site cumpre:
- Livro de Reclamações Eletrónico. Desde 1 de julho de 2018, todas as atividades económicas com atendimento ao público têm de disponibilizar o formato eletrónico e mostrar o link para livroreclamacoes.pt no site, de forma visível. Base legal: Decreto-Lei n.º 74/2017.
- Identificação da empresa. Nome ou firma, morada, NIF, contactos e, quando aplicável, registo comercial e capital social, acessíveis no site (Decreto-Lei n.º 7/2004, comércio eletrónico).
- RGPD e cookies. Política de privacidade que explique que dados recolhe e porquê, base legal, prazos e direitos; consentimento prévio para cookies não essenciais, incluindo os do Google Analytics e dos píxeis de anúncios.
- Resolução alternativa de litígios. Informação sobre as entidades de resolução de conflitos de consumo, obrigatória para quem vende a consumidores (Lei n.º 144/2015).
- Acessibilidade. A Lei da Acessibilidade europeia (Diretiva 2019/882, transposta pelo Decreto-Lei n.º 82/2022) aplica-se desde 28 de junho de 2025 a lojas online e a vários serviços digitais. Mesmo fora do âmbito, um site acessível é um site que o Google e a IA leem melhor.
Se a proposta não fala de nenhum destes pontos, pergunte quem fica responsável por eles. A resposta diz muito sobre a experiência de quem vai fazer o site.
Prazos realistas
Um site institucional simples fica pronto em 3 a 4 semanas quando o conteúdo está disponível. Projetos com funcionalidades específicas ou loja online levam entre 6 e 10 semanas. O que mais atrasa não é o desenvolvimento, é o feedback: textos que não chegam, fotografias por fazer, decisões adiadas. Um bom parceiro define o calendário consigo antes de começar e diz-lhe o que precisa de si em cada fase.
Como comparar propostas sem se enganar
- Compare âmbitos, não totais. Peça a cada fornecedor a lista do que está incluído, com o mesmo nível de detalhe. Um preço baixo com "extras" por definir sai caro.
- Peça três sites feitos por eles e teste-os no telemóvel, com dados móveis. Veja a velocidade, os formulários e se ainda estão online e atualizados.
- Pergunte quem fica dono de quê. Domínio, alojamento, código, contas de Analytics e Search Console têm de ficar em seu nome desde o primeiro dia.
- Pergunte o que acontece depois. Suporte, manutenção, preço à hora para alterações, e se consegue editar o site sozinho.
- Desconfie de promessas de primeira página do Google. Ninguém a pode garantir. O que se pode garantir é a base técnica correta e um plano de conteúdos.
- Peça um calendário com as suas tarefas. Se a proposta não diz o que precisa de si e quando, o prazo é fictício.
Sinais de alerta
- Orçamento sem itens, só um total
- Domínio ou alojamento registados em nome do fornecedor
- "Mensalidade" sem se perceber o que se paga nem se o site é seu no fim
- Portefólio sem links vivos ou com sites iguais uns aos outros
- Nenhuma pergunta sobre o seu negócio, os seus clientes ou os seus objetivos
Quando basta um template (e quando não basta)
Um template bem escolhido chega quando o negócio é local, a concorrência online é fraca, o orçamento é curto e o objetivo é ter presença credível com contactos claros. Um cabeleireiro de bairro, uma oficina ou um consultório novo cabem aqui, desde que o Google Business Profile e as avaliações estejam bem trabalhados (veja Website + SEO Local).
Um template deixa de chegar quando a imagem é parte do que vende (clínicas, arquitetura, restauração de gama alta, marcas de produto), quando compete por pesquisas disputadas, quando precisa de funcionalidades próprias, ou quando o site é a principal fonte de contactos e cada ponto de conversão conta. Nesses casos, o design e a estrutura à medida pagam-se em contactos, e as melhorias contínuas descritas em Como Aumentar a Taxa de Conversão do Website só são possíveis com uma base que controla.
Há ainda uma terceira via, que usamos muito: uma landing page bem feita para a oferta principal, com medição montada, antes de investir no site completo. Custa menos, lança-se em dias e diz-lhe com dados o que o site grande deve ter.
Perguntas Frequentes
Fontes
Factos verificados a 14 de setembro de 2026. Este tema muda depressa: confirme sempre na fonte antes de decidir um investimento.
- Differentt Lab, Criação de websites (prazos de 3 a 4 e 6 a 10 semanas) (2026)
- Diário da República, Decreto-Lei n.º 74/2017 (Livro de Reclamações Eletrónico) (21 jun 2017)
- Direção-Geral do Consumidor, Livro de Reclamações (consultado 14 set 2026)
- Diário da República, Decreto-Lei n.º 7/2004 (comércio eletrónico, informação obrigatória) (7 jan 2004)
- Diário da República, Decreto-Lei n.º 82/2022 (acessibilidade de produtos e serviços) (6 dez 2022)
- web.dev, Core Web Vitals (limiar de 2,5 segundos para o LCP) (consultado 14 set 2026)



